Tipos de câncer de mama são identificados
Um estudo abrangente classificou o câncer de mama em quatro tipos, o que já enseja novos tratamentos para as diferentes variedades.
Publicado no site da revista Nature, o estudo integra o Atlas do Genoma do Câncer, um projeto federal que inclui estudos similares sobre câncer de pulmão e do intestino.
Um consórcio de pesquisadores americanos analisou os tumores de 825 pacientes, usando seis tecnologias diferentes para examinar subconjuntos de tumores em busca de diversas falhas. "Estamos cada vez mais perto de entender a origem genética dos quatro grandes subtipos de câncer de mama”, afirma Matthew J. Ellis, um dos autores do estudo, que trata pacientes com câncer de mama no Centro de Câncer Siteman do Hospital Barnes-Jewish e na Universidade de Washington, em St Louis. "Este é o caminho das pedras para a cura do câncer de mama no futuro”, declarou ao New York Times.
Um dos principais achados, por exemplo, mostra que um dos subtipos é geneticamente mais parecido com os tumores ovarianos que com outros tumores de mama cancerígenos. Pacientes com esta mutação específica, classificada como basal, podem se beneficiar do mesmo tipo de quimioterapia usada para tratar o câncer ovariano, afirmaram os pesquisadores.
Os quatro principais subtipos confirmados pelo estudo são: luminal A, luminal B, HER2-enriquecido e basaloide.
Os pesquisadores observaram que os pacientes com luminal A tinham prognóstico melhor que os com luminal B, o que pode ajudar os médicos a saber quando optar por um tratamento mais agressivo.
Os pesquisadores agora pretendem realizar um novo teste clínico a partir das descobertas realizadas com pacientes HER2, que frequentemente – mas não sempre – reagem bem a uma droga chamada Herceptin, permitindo que um grupo específico receba a droga (e outros pacientes não, já que o resultado não seria satisfatório).
"Estamos perto de entender as verdadeiras origens dos diferentes tipos de câncer de mama”, afirma Ellis. "Com essas informações, físicos e cientistas podem analisar suas próprias amostras para relacionar o perfil dos tumores com a reação aos tratamentos e os resultados gerais. É um desafio para o futuro: traduzir o perfil genético de um paciente em novas estratégias de tratamento”.

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