A vida sexual computadorizada de uma vaca

A vida sexual computadorizada de uma vaca
Foto: Hemera
Quando acordei hoje de manhã, sêmen congelado de touro foi o último tema para reflexão que me ocorreu.
Corro o risco de me expor demais, mas já que estamos aqui, que tal dar um passeio pelo mundo mágico da inseminação artificial bovina?
Quando se fala em coitus uninterruptus. com exceção dos distraídos ou introvertidos, nós humanos somos bem rápidos em captar os sinais que nos levam à cama. Mas quando é preciso verificar se uma vaca está com a mesma disposição, como era de se esperar, somos menos fluentes na linguagem do amor.
Em vez confiar na própria interpretação, o fazendeiro alemão Joseph Wintjens equipou suas vacas com um sensor chamado Heatime. É uma caixinha presa a uma coleira, que mede a temperatura da vaca duas vezes por dia e envia os dados a um computador.
"Em geral, o intervalo entre o aumento de temperatura da vaca e a ovulação é muito pequeno”, explica o professor Karl Schellander ao site DW, chefe do departamento de pecuária da Universidade de Bonn.
Assim como nós, quando uma vaca está animadinha, sua temperatura sobe. E quando Wintjens vê este dado na tela do computador, sabe que só resta uma coisa a fazer: apagar a luz, colocar uma música romântica e descongelar um pouco de sêmen de touro. Tudo bem, talvez ele não tenha feito as duas primeiras coisas, mas com certeza está acostumado a ter momentos bem íntimos com seu rebanho de mimosas.
Como tive que fazer a minha lição de casa sobre a inseminação artificial bovina, agora é a sua vez. Primeiro, Wintjens lubrifica seu braço, que está protegido por uma luva de plástico, o que não difere muito das medidas de segurança que precedem os momentos de intimidade entre humanos.
Se você está sempre reclamando que odeia seu emprego, pense nisso: pelo menos não precisa enfiar o braço no traseiro de uma vaca. E nesse caso, é o braço inteiro, na altura do cotovelo, porque é assim que se insemina uma vaca. O fazendeiro penetra no reto para manipular o colo do útero, enquanto a outra mão utiliza uma longa seringa para inseminar a vaca através da vagina. Aposto que aquelas horas extras não-remuneradas não parecem tão ruins agora, não é?
"Bem, é claro que há coisas mais legais que cavoucar excrementos, mas alguém tem que fazer isso”, reconhece Wintjens.
Fonte: DW

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