Por Marianne English
Quinta, 5 de maio de 2011
Enquanto surgem novos detalhes sobre a missão para encontrar Osama bin Laden, uma coisa é certa: a tecnologia desempenhou um papel fundamental no mapeamento da ofensiva e ajudou a identificar o inimigo público número 1 dos Estados Unidos.
Além da vigilância por satélite e da chamativa ausência de redes telefônicas e de internet no complexo do líder da Al Qaeda, outros instrumentos foram usados para localizar e identificar Bin Laden.
Por exemplo, foi sugerido que os fuzileiros navais e outros membros das forças especiais norte-americanas usaram dispositivos do tipo Forward Looking Infrared (FLIR), que detectam radiação infravermelha, para acompanhar a atividade no interior do imóvel. Apesar de não conseguirem realizar detecções através das paredes, tais dispositivos podem dar aos soldados uma vaga ideia da localização de uma pessoa em um cômodo por meio do calor que seu corpo emite.
Os especialistas também utilizaram tecnologia biométrica para identificar Bin Laden após o tiroteio. Estes dispositivos portáteis, denominados SEEKs, podem escanear dedos, rostos e íris, transmitindo rapidamente os dados a bancos de dados do FBI. Uma nova versão provavemente foi usada durante a missão e armazena até 40 mil perfis individuais. (O governo começou a alimentar uma base de dados biométrica de terroristas detidos nos últimos anos.)
Não se sabe de que tipo de informações o governo dispunha sobre Bin Laden, mas poderia facilmente ter criado um perfil comparativo com informações faciais existentes.
O dispositivo emprega tecnologia semelhante em 3D e redes sem fio para transmitir dados entre soldados em terra e bancos de dados nos Estados Unidos.
Apesar de a biometria não ser uma novidade, seu uso crescente emsegurança e identificação de corpos certamente é. E é provável que sua popularidade aumente, segundo um post no blog da revista Forbes. O sistema de escaneamento de íris, por exemplo, podem distinguir mais pontos de referência do que as técnicas tradicionais de impressão digital, reforçando a precisão da identificação.
Um informante disse a Spencer Ackerman, da Wired.com, que as unidades especiais estão investindo em técnicas forenses, muitas vezes inserindo especialistas em tecnologia nos grupos.
Embora a biometria não goze de tanto prestígio como os testes de DNA, está ganhando pontos em controle de segurança e até mesmo em eventos políticos, como eleições. Desta forma, indivíduos procurados podem ser inseridos no banco de dados e detidos quando forem escaneados novamente, afirmam funcionários do governo.
As unidades de elite também utilizaram a tecnologia no treinamento para a missão em uma réplica do complexo de Bin Laden, realizado nos Estados Unidos no começo de abril, segundo o National Journal.

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