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#InstitutoRoyal: a matança de beagles e a hipocrisia

#InstitutoRoyal: a matança de beagles e a hipocrisia Crônicas: A opinião precisa de quem entende do assunto
Ativistas se acorrentaram às portas do Instituto Royal | Foto: Marcelo Barbosa dos Santos
Na noite desta quinta-feira (17), as redes sociais foram tomadas por (sof)ativistas afirmando que estaria agendada para ontem a matança de dezenas de cães da raça beagle (a mesma do Snoppy) no Instituto Royal, em São Roque (SP). Sílvia Ortiz, gerente geral da instituição, admitiu que a empresa faz testes em animais, mas negou que os cãezinhos sofressem maus tratos. Um cachorro foi encontrado morto (e congelado), e outros estariam dopados. O que se viu nas últimas horas foi uma enxurrada de críticas às pesquisas usando bichos. Até aí, nada de se estranhar: é realmente injusto que eles sofram em prol da indústria da beleza. Só que vamos e venhamos, esse discurso é muito bonito na teoria. Mas na prática…
Antes de prosseguir com a leitura desta crônica, assegure-se que você não tem qualquer tipo de retardo mental ou problema na interpretação de textos simples. Disclaimer feito, vamos aos fatos: você sabe por que cargas d’água os testes de cosméticos, medicamentos e vacinas são feitos primeiro em animais? Simples, por economia de dinheiro. Cachorro, gato, hamster, nenhum deles fala. Logo, se um cosmético der dores insuportáveis e causar a morte, ninguém vai processar a fabricante do produto nocivo. Mas se ele for testado numa pessoa, além de pagar salário, as marcas correm esses riscos. É imoral, antiético, nojento e todos os outros adjetivos que você quiser adicionar. Mas, infelizmente, é perfeitamente legal. E quem paga esse preço?
O discurso falacioso dos pseudoativistas cai por terra ainda mais quando eles são confrontados com a realidade: o ser humano é onívoro por natureza. Comemos carnes de animais, ora bolas. Não adianta chorar pelos beagles mutilados e depois se acabar num hambúrguer com 5 carnes, bacon e outras partes vindas de animais tão inocentes quanto os cães do Instituto. “Ah, mas cadeia alimentar é diferente de matança animal!” Concordo. Agora me diz aqui qual a sua reação ao ver uma barata ou um inseto entrando na sua casa. Conversar e perguntar como vai a família do bichinho que não é. “Vinícius, eu sou vegetariano, não mato animais” Ótimo. Você então pode me explicar sobre as milhares de azeitonas que são cruelmente espremidas todos os dias pra fazer azeite. Ou será que a vida de um cão vale mais que a de um gato, a de uma planta ou… de uma criança?

homo sapiens sapiens é a única espécie do planeta que prefere salvar outros animais a salvar a si mesmo

E aí chegamos ao ponto principal da discussão: no país onde índio é queimado na rua “porque parecia um mendigo” e crianças passam fome nas ruas todos os dias, as pessoas preferem salvar vidas de cachorro em vez das humanas. Tudo bem se a saúde pública for um caos e as pessoas definham em corredores de hospitais sem a menor infraestrutura, porque quem não pode morrer são cãezinhos. Danem-se as crianças dos orfanatos, porque só são maus tratos quando se tratam de beagles. E o que é melhor nisso tudo: as mesmas pessoas que hoje levantam a bandeira do “tratamento ético com animais” são as que se indignaram com as marcas de roupas que escravizam humanos e… que continuam as consumindo!
Tanta correria nas redes sociais para que se adotem os bichinhos supostamente mal-tratados chega a ser engraçada. Só aqueles animais merecem ser adotados? Quem não for beagle não escapa? Será que as blogueiras de moda que são radicalmente contra as pesquisas em animais topariam arriscar suas cútis muito bem tratadas nas pesquisas? Como diz a minha avó, DUVI-DÊ-Ó-DÓ. “Então vamos testar em prisioneiros, estupradores e pedófilos, esses não têm cura!” Não sei se vocês se lembram, mas a última pessoa que propôs testar cosméticos e remédios em pessoas consideradas “escória da sociedade” era um famoso político alemão de bigode grosso…

Até o Capitão Nascimento sabe de quem é a culpa | Arte: Magro de Ruim
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