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A Internet no Irã, por Maral Pourkazemi


Uma visualização avassaladora de como é a realidade da Internet naquele país.


[Este é um post convidado da autoria de Maral Pourkazemi*, falando sobre o seu projeto infográfico A Internet no Irã. Publicado originalmente em inglês no Visual Loop]

Fui convidada a partilhar a história da minha tese de mestrado ‘A Internet no Irã: Entre a Liberdade e o Isolamento’, com a audiência da Visual Loop. Um infográfico a explicar a internet no Irã. Antes de poder explicar mais sobre os processos de design e o desafio de obter dados e informação sobre este tópico, preciso contar a história de como tudo começou.
No ano de 2009 – o ano das eleições presidenciais no Irão – Ahmadinejad derrotou o seu maior opositor Mousavi. Após o anúncio da sua reeleição, milhões de iranianos se reuniram nas ruas do Irão e começaram um protesto que mais tarde iria ficar conhecido como o ‘movimento verde’. Não só foi um movimento massivo, como também foi um muito brutal. Jornalistas estrangeiros foram expulsos do País, antes da agitação social começar, significando que não havia mais a tradicional cobertura jornalística. A única fonte de notícias para as pessoas como você ou eu, era a Internet.
Nessa altura – como muitos outros – fui puxada para o meu ecrã para seguir a minha família, amigos e seus amigos no Facebook, YouTube e blogs onde reportavam sobre as repressões durante os protestos. Às vezes tornava-se assustador porque em alguns dias você encontrava 50 novos vídeos, e noutros dias você não encontrava vídeo nenhum. Porque acontecia isso? Porque as autoridades iranianas retardavam as infraestruturas da internet e aumentavam o nível da censura. Para as pessoas no Irã, era quase impossível fazer upload de novos conteúdos. Por causa desse facto da Internet poder ser ligada ou desligada sempre que as autoridades quisessem, a conexão à rede para utilizadores privados é limitada a 128kbps, apenas duas vezes tão rápida como a ligação do antigo modem barulhento. Tenho a certeza que se lembra de como era difícil.
Foi aí que eu fiquei curiosa e comecei a questionar-me, “O que é a Internet no Irã e quem é o utilizador Iraniano?”
Era um tópico quente na mídia, mas haviam tantos pontos de vista conflituosos que eu fui inspirada a conduzir uma análise em profundidade para a tese do meu mestrado.
A censura e falta de transparência é realmente comum no Irã. Como você pode imaginar, é muito difícil adquirir ‘dados puros’ de lá. Por dados puros quero dizer estatísticas exatas, números e factos. Foi um enorme desafio durante o processo de design. Tudo o que eu pensava era: “Como posso criar uma visualização de dados sem haver realmente dados existentes?”. Após um tempo, eu pensei que teria de diferenciar entre dados e informação, para que assim eu pudesse lidar com eles separadamente em design. Projetei os dados como números, e a informação como cenário, uma ideia, uma história, uma emoção.
Como parte da fase de pesquisa, me encontrei com jornalistas, organizações, ativistas e políticos que ficaram contentes por me providenciar tanto os dados como informação. Comecei a categorizar o que tinha reunido em parâmetros.
A estrutura do ‘Pool de Informação’ foi um dos meus primeiros esboços. Olhando para isto agora, acho-o um pouco intenso. A verdade é que este esboço me ajudou a perceber o que a internet Iraniana realmente é. Foi parte do processo e me ajudou a compreender os dados e a informação antes de eu ser capaz de os apresentar de forma responsável. A estrutura seguinte à qual cheguei foi a imagem da ‘Arquitetura de Informação’.

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